“Gordura não é Coisa de Macho”: estudo discute gordofobia e masculinidades

Como a gordofobia atravessa a construção das masculinidades? E o que acontece quando o corpo de um homem não corresponde ao ideal social de força, virilidade e desempenho esperado da masculinidade?

Essas questões estão no centro do artigo “Gordura não é Coisa de Macho”: A Gordofobia na Construção das Masculinidades de Homens Gordos, publicado em 2026 na revista científica Estudos e Pesquisas em Psicologia.

O trabalho é uma produção coletiva de Lucas de Almeida Modesto, Eric Campos Alvarenga, Maria Lúcia Chaves Lima e Maria Luisa Jimenez Jimenez, reunindo pesquisadores da Universidade Federal do Pará, UFPA, e da Universidade Estadual de Londrina, UEL.

Gordofobia também atravessa os homens

A pesquisa investiga como homens gordos vivenciam a gordofobia e como essas experiências se relacionam com aquilo que socialmente aprendemos sobre o que significa “ser homem”.

Realizado a partir de entrevistas com nove homens gordos entre 20 e 37 anos, o estudo aborda questões relacionadas ao corpo, aos esportes, à heterossexualidade compulsória e aos modelos hegemônicos de masculinidade.

Ao longo da pesquisa, também aparecem outras dimensões importantes.

Raça, sexualidade e classe se cruzam com a gordofobia, mostrando que a experiência de uma pessoa gorda não pode ser compreendida de maneira isolada ou universal.

Por que essa pesquisa é importante?

Os próprios autores apontam que ainda são escassas as produções sobre gordofobia e gênero que tenham homens como protagonistas da investigação.

A pesquisa amplia esse debate ao mostrar que os padrões de masculinidade também regulam corpos, comportamentos, sexualidades e formas de existir.

Mais do que falar sobre peso, o artigo convida a pensar sobre gordofobia, gênero, masculinidades, LGBTfobia, racismo, classe e relações de poder.

Nas considerações finais, a pesquisa também destaca a importância de homens gordos participarem mais ativamente das discussões e das lutas antigordofobia.

Malu Jimenez participa da produção do artigo em etapas de metodologia, supervisão, validação, visualização e revisão e edição do trabalho.

Quer aprofundar essa discussão?

O artigo completo está disponível gratuitamente para leitura e download na plataforma de publicações da UERJ.

LER O ARTIGO NA ÍNTEGRA:
https://www.e-publicacoes.uerj.br/revispsi/article/view/93076

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Poder transformar aquilo que te faz mal em algo criativo vem ao encontro de um trabalho do feminismo de aceitação e entendimento do próprio corpo, de muitas maneiras e buscas. Entender que as pessoas que te reprovam e não te aceitam são as que precisam de ajuda, pois se incomodam com algo e não sabem bem o porquê. “

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Este livro é resultado de sua pesquisa que teve origem em sua tese de doutorado, a qual propõe análises teóricas para investigar a estigmatização institucionalizada sob a qual os corpos gordos são colocados. Lute como uma gorda está disponível para venda e comprando por aqui você recebe uma dedicatória especial da autora